domingo, 1 de novembro de 2009

Janelas



(Raquel Pereira)

Todos os dias em nosso caminho se abrem janelas.
Algumas vezes até conseguimos manter as janelas escancaradas, aí o sol entra e o calor aflora no cômodo todo.
Outras vezes alguma tempestade faz a escuridão chegar mais cedo no ambiente, fazendo com que toda luminosidade do sol seja apagada. São essas chuvas tempestuosas que tiram toda claridade, que mais nos angustiam.
As janelas abertas mostram a nossa felicidade, nossa disposição ao amor, são pequenos momentos inesquecíveis.
Mas, nem sempre dá tempo de fechar as janelas antes da tempestade chegar, e os quartos ficam encharcados por essas chuvas corriqueiras, que nem sempre avisam o inquilino dando-lhe tempo para proteger-se do aguaceiro.
E agora o que fazer? Não adianta voltar o relógio, os ponteiros podem até voltar, mas o tempo não.
O que fazer então? Se a chuva veio e não deixou tempo para se previnir.
Agora resta ao morador de tão boa alma, encarar o aguaceiro, contar o prejuízo, pegar o pano, livrar-se do que estragou e limpar toda sujeira.
Afinal amanhã o sol aparece novamente, entra pelo quarto, ilumina e aquece tudo outra vez.

sábado, 31 de outubro de 2009

Espera


(Raquel Pereira)






A espera é uma flor que vai aos poucos transformando-se. Não se colhe uma flor sem que ela esteja pronta a ser colhida.
  A espera é um processo de maturação dos planos que ainda não podem ser colocados em prática.     
 Algumas vezes não compreendemos, ou melhor, quase nunca entendemos a espera como algo positivo, queremos e queremos, somos cercados por urgências.
 Esperar significa não só amadurecimento do projeto, mas sim, o amadurecimento daquele que um dia o receberá.
 A pressa nos faz cometer erros, assumir riscos que ainda não podem ser bem conduzidos. Eis a razão de tantas frustrações, tantos desamparos e tantas dores imaturas.
 A pressa nos dá o que ainda não estamos preparados à suportar.

Tudo acontece em um determinado tempo, não há o que forçar, porém, não quer dizer que devemos ficar imóveis, não! Devemos nos preparar para receber as novas que estão para chegar.

 

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aos mestres com carinho

(Raquel Pereira)


Um dia encontrei alguém que me fez encantar, isso faz muito tempo, o engraçado é que sempre fui grudada com minha mãe.

Lembro-me que era uma criatura doce, que me ensinou a gostar do meu primeiro livrinho “Alice no país das maravilhas”, é foi ali com meu primeiro livrinho na mão, na minha escolinha, junto com os meus colegas, que me espelhei naquela linda moça, seu nome era Lurdes, minha primeira professora a qual nunca mais esqueci.

Depois dela veio a professora Eliza, com quem tenho certeza que aprendi direita e esquerda, no salão da escola onde estudava.

No ensino fundamental meu primeiro professor se chamava José era super divertido. Estudei também com uma professora que marcou muito minha trajetória, a Ivone, uma senhorinha bem severa mas muito amorosa.

Todos eles fizeram parte da minha infância, mestres amados, que mostraram o quanto a escola pode ser um espaço prazeroso de laços entre alunos e professores.

No ensino médio encontrei a professora Marta que nos ensinou a jogar xadrez, a Exaltina que sempre foi muito carinhosa, até os professores que surgiam de vez em quando, mais que valiam mais do que o ano todo, é o caso do professor Sérgio que trazia sempre um assunto bacana para ser discutido.

E assim foram meus dias de escola, encontrei muitos professores em meu caminho, alguns apenas passaram e outros marcaram minha história, pessoas que sempre estarão guardadas na lembrança pois foram mais que professores, foram parceiros na aprendizagem.

Quando me vi trilhando o caminho que meus mestres trilharam, até ali encontrei docentes dispostos a dividir esse caminho comigo:

Andreia, Edreira, Élio e Mariza, hoje colegas de profissão, verdadeiros Mestres, que estiveram comigo no percurso da minha formação de professor.

Hoje queridos mestres, agradeço com esse pequeno texto a todos vocês que trilharam esse caminho comigo, que despertaram em mim a curiosidade que me move no sentido de busca de aperfeiçoamento, para hoje despertar também nos meus pequenos o mesmo desejo.

Obrigada!


Obs: Foto da Professora Naiara, uma pessoa muito especial e uma docente maravilhosa.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Uma boa maneira de não viver.


(Raquel Pereira)

Vidas deixadas na sala de estar...

A sala já tão vazia apenas lembranças dos sonhos...

Sonhos inocentes e felizes da lembrança de um sonho que passou.

Quando foi que o caminho se tornou tão solitário, quando foi que a vida ficou tão pequena?

Onde foram parar tantos planos, desejos, alegrias e sorrisos?

As paredes estão ali, o sol até entrava pela janela, mas até ele não aparece mais...

Tudo ficou tão cinza e as mãos tão frias.

Quase nem me vejo mais no espelho, afinal quem sou eu?

Anular-se é uma boa maneira de se esquecer, de deixar a janela fechada para o sol, a alma vazia, o semblante baixo, o caminho curto, as mão vazias,os olhos perdidos, uma boa maneira de não viver.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um novo dia

(Raquel Pereira)

Hoje é um novo dia.
Um dia que nasce como um recém-nascido, trazendo uma nova vida, uma nova esperança.

Um dia que nasce nos leva a novas experiências,
deixando o que passou guardado em um baú, não para que seja esquecido ou não possa ser lembrado, mas como uma lição que deve nos preparar para o que ainda há de vir.

Um dia que nasce é a dorzinha que vai embora com a noite, trazendo com o sol, um novo horizonte a se olhar, um novo caminho a trilhar.

Um dia que nasce deve ser recebido com expectativas, com alma aberta a esperar pelo calor do sol que seca toda a lágrima e devolve o sorriso aos lábios.