Meus pequenos poemas
(Raquel Pereira)

Essa é uma versão da história do Grúfalo de JULIA DONALDSON, decidi fazer uma brincadeira com a história transformando-a em fábula, essa versão me agradou bastante e espero que agrade também meus leitores.



Um ratinho miúdo morava em uma grande floresta, sendo ele um rato pequenino porém muito esperto, apressou-se em tentar manipular a cadeia alimentar.

Logo os pobres animais famintos vieram se alimentar:

Primeiro veio a raposa salivando de tanta vontade, o rato que era sagaz, foi logo dizendo que ela deveria ter cuidado pois por ali rondava um Grúfalo, animal com presas afiadas, dentes fortes e olhos amarelados, que tinha como prato preferido uma certa raposa, descreveu uma criatura monstruosa, a raposa fugiu apavorada.

- Tola! disse o rato.

- É mesmo um animal grande e burro, nem sabe que tal ser não existe.
E assim veio a coruja, a cobra... todos, querendo saciar sua fome, mas o rato muito astuto contou a história do horrível monstro que habitava a floresta, sempre mudando o prato preferido, todos fugiam de medo.

A pequena criatura que só era pequena em tamanho mais tinha o ego maior que todos os animais da floresta, ficou todo metido gabando-se que era o mais esperto e inteligente.

Os animais porém ouviram ele se vangloriando, prepararam uma armadilha , vestindo-se de Grúfalo.

O rato estava todo distraído, passeava pelas redondezas, quando, ouviu um barulho forte atrás de uma moita, foi olhar e viu um ser com presas afiadas, dentes fortes e olhos amarelados, lembrou do monstro que tinha descrevido.

- Um Grúfalo? Sim um Grúfalo, socoooorro!

- Que ratinho mais apetitoso, oba! Meu prato preferido.

Ele ficou morrendo de medo, saiu correndo fugindo do monstro.

A brincadeira causou grande risada entre os animais, que disseram:

- Ratinho tolo, acaso ele não sabe que Grúfalo não existe?

Assim o ratinho aprendeu a não menosprezar os outros.

Contra a esperteza, esperteza e meia.